Basta estar contigo
Rever o teu sorriso
E lembrar que o preciso
É que o tempo passe
Saber que urge o tempo
Que não perdoa o momento
De alegria e felicidade
Logo tende a correr
Tempo que não tem piedade
Tempo que não pára
Tempo que une e que separa
Mas de todas as artimanhas do tempo
Uma marca, ele deixa logo de cara
Uma imensa saudade
Ô tempo sábio, tempo vilão
O sinto como se satisfizesse
Em devorar nossos momentos de alegria
Mas como se lhe conviesse
Devolver-nos novamente a ilusão
De pensarmos dominá-lo
Para depois, logo depois
Mostrar-nos que ele, o tempo
Não nos é bom ou ruim
Que por ele apenas passa
Com começo, meio e fim
Alegrias, tristezas
Sorrisos e lágrimas
Que por ele tudo passa
Ele, o tempo, nunca pára
Mas nós sim, paramos
Somos senhores do nosso tempo
Do tempo que pausamos
Damos play, rebobinamos
Os instantes de alegria
Recordando a fantasia
De podermos contê-lo
Mesmo que breves os momentos
O que importa é o que vivemos
A impressão dos sentimentos
É o que recordaremos
Destes momentos lindos
Conseguimos transformar
Em instantes infindos
Sempre pronto a relembrar
Perdurando à eternidade
Registrados na memória
Sob o nome de saudade
Um eterno instante
Ao infinito percorrer
Fazendo-nos recordar
Que saudade é viver
Pois sentir saudade
É relembrar que somos felizes
E assim podemos afirmar
Auxiliados pelos matizes
Que nos fazem enxergar
Que vivemos e sentimos
E sabemos, ao sorrirmos
Que podemos sonhar,
O sonho de parar o tempo
Enquanto pudermos sentir… saudade.
Alex Rosier.
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