segunda-feira, 19 de outubro de 2009

SAUDADE

Basta estar contigo

Rever o teu sorriso

E lembrar que o preciso

É que o tempo passe


Saber que urge o tempo

Que não perdoa o momento

De alegria e felicidade

Logo tende a correr


Tempo que não tem piedade

Tempo que não pára

Tempo que une e que separa

Mas de todas as artimanhas do tempo

Uma marca, ele deixa logo de cara

Uma imensa saudade


Ô tempo sábio, tempo vilão

O sinto como se satisfizesse

Em devorar nossos momentos de alegria

Mas como se lhe conviesse

Devolver-nos novamente a ilusão

De pensarmos dominá-lo


Para depois, logo depois

Mostrar-nos que ele, o tempo

Não nos é bom ou ruim

Que por ele apenas passa

Com começo, meio e fim


Alegrias, tristezas

Sorrisos e lágrimas

Que por ele tudo passa


Ele, o tempo, nunca pára

Mas nós sim, paramos

Somos senhores do nosso tempo

Do tempo que pausamos

Damos play, rebobinamos

Os instantes de alegria

Recordando a fantasia

De podermos contê-lo


Mesmo que breves os momentos

O que importa é o que vivemos

A impressão dos sentimentos

É o que recordaremos


Destes momentos lindos

Conseguimos transformar

Em instantes infindos

Sempre pronto a relembrar

Perdurando à eternidade

Registrados na memória

Sob o nome de saudade


Um eterno instante

Ao infinito percorrer

Fazendo-nos recordar

Que saudade é viver


Pois sentir saudade

É relembrar que somos felizes

E assim podemos afirmar

Auxiliados pelos matizes

Que nos fazem enxergar


Que vivemos e sentimos

E sabemos, ao sorrirmos

Que podemos sonhar,

O sonho de parar o tempo

Enquanto pudermos sentir… saudade.


Alex Rosier.

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