quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Amigo Ton
De onde vem tal binômio?
De onde vem esta fama?
Antonio Carlos se chama?
Ou podemos chamá-lo,
De Toinho, ou de Tonho?
Te devemos o encómio
Por seus versos cantados
Tua voz é antônimo
Da desgosto enfadado
O teu nome é sinônimo
Do prazer que é nos dado.
Irmão Ton,
Quão sublime o teu dom
Tão solícito a nos dar
O melodioso buscar
No sedoso cantar
Da tua voz, do teu som.
Alex Rosier.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A LUZ DO TEU OLHAR
Refletido em ti estou,
Sinto a luz que emana o teu olhar
O amor que sinto em ti vibrar
Como água represada
Inquieta, agitada
Quase pronta a transbordar
Sobre mim, tão seu que sou
Com apenas um mirar me banha
Em apenas um olhar exclama
Todo amor que um dia sonhei
Todo sonho que um dia busquei
Inflado se faz meu coração
Ao saber que teu olhar,
Desperto de emoção
Derrama sobre o meu,
Uma intensa vibração
Me causando um bem estar
e uma imensa ampliação
Percebendo os meus sentidos
Ampliados, invertidos
Mas completos no sentir
O olhar do teu amor
Vejo o som dos olhos teus
Ouço a luz que chega aos meus
Cheiro tátil luminoso
Auditivo paladar,
Me conserva esperançoso
Nesse amor que é o teu olhar.
Alex Rosier.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
SAUDADE
Basta estar contigo
Rever o teu sorriso
E lembrar que o preciso
É que o tempo passe
Saber que urge o tempo
Que não perdoa o momento
De alegria e felicidade
Logo tende a correr
Tempo que não tem piedade
Tempo que não pára
Tempo que une e que separa
Mas de todas as artimanhas do tempo
Uma marca, ele deixa logo de cara
Uma imensa saudade
Ô tempo sábio, tempo vilão
O sinto como se satisfizesse
Em devorar nossos momentos de alegria
Mas como se lhe conviesse
Devolver-nos novamente a ilusão
De pensarmos dominá-lo
Para depois, logo depois
Mostrar-nos que ele, o tempo
Não nos é bom ou ruim
Que por ele apenas passa
Com começo, meio e fim
Alegrias, tristezas
Sorrisos e lágrimas
Que por ele tudo passa
Ele, o tempo, nunca pára
Mas nós sim, paramos
Somos senhores do nosso tempo
Do tempo que pausamos
Damos play, rebobinamos
Os instantes de alegria
Recordando a fantasia
De podermos contê-lo
Mesmo que breves os momentos
O que importa é o que vivemos
A impressão dos sentimentos
É o que recordaremos
Destes momentos lindos
Conseguimos transformar
Em instantes infindos
Sempre pronto a relembrar
Perdurando à eternidade
Registrados na memória
Sob o nome de saudade
Um eterno instante
Ao infinito percorrer
Fazendo-nos recordar
Que saudade é viver
Pois sentir saudade
É relembrar que somos felizes
E assim podemos afirmar
Auxiliados pelos matizes
Que nos fazem enxergar
Que vivemos e sentimos
E sabemos, ao sorrirmos
Que podemos sonhar,
O sonho de parar o tempo
Enquanto pudermos sentir… saudade.
Alex Rosier.
QUERER ESTAR
Querer estar junto
Quando se está longe
É perceber a presença
De quem está distante
É sentir em si
A presença do outro
É desejar e obter
O tão esperado encontro
É estar ao lado
Estando dentro
É estar a viver
O presente momento
Em total completude
Captando amiúde
A presença de quem se deseja
Do tamanho que seja
O querer estar perto
Assim somos nós
Um para o outro
Desejo e saudade
Amor e amizade
Carinho e vontade
Em singular liberdade
Desatando os nós
Construindo em nós
O estarmos juntos
Mesmo estando a sós
Alex Rosier.
VIR A SER
Eu, enquanto ser estou
Vivendo a minha incompletude
Transformando o meu ver
Contemplando em você
O espelho do que posso ser
Um vir a ser, eu vou
Deslocando o meu ser
À infantil inocência
Colocando-me à mercê
Guiado pela incumbência
De querer me delimitar
Como um ser que é
E não como um ser que estar
Eu que busco no infinito
A razão da existência
O querer ser alguém
De saber, de ciência
E assim seguindo vou
Tendo sempre a consciência
Que em processo ainda estou
E o quão curta é a minha vivência
Conservando a inocência
Do aprendiz entusiasta
Em busca da essência
Na corrida insensata
Tentando vislumbrar
Nesta busca por mim mesmo
Um caminho a ser traçado
Meio torto, meio a esmo
E assim me deparar
Entre o ser que ainda estou
Em processo, inacabado
E o quão pouco ainda sou
Assim como um espelho
Reflito o meu estar
E absorvo os alheios
Que me fazem enxergar
Quão singelo é o construir
E o querer constituir
Uma percepção de ser
Enquanto se estar
Este reflexo
Do que é você
Alude ao nexo
Do porvir
Do estar a ser
Pois que são as referências
Que constroem o perceber
Me trazendo a sapiência
E a noção do vir a ser
O estar em processo
Procurando lá no fundo
Num sentindo bem profundo
A exclusão dos meus excessos
E em busca da razão
Seguindo assim eu vou
Transgredindo a pretensão
De ser alguém que é
Para um vir a ser que sou.
Alex Rosier.
domingo, 18 de outubro de 2009
O QUE FAZER?
Se não consigo esquecer,
Se o estar com você
É sentir o viver
É sonhar, é querer
Que ao voltar e te ver
Conseguir perceber
Só num olhar, o teu jeito
De querer te abraçar,
Te cheirar, te beijar
Te aquecer no meu peito
E assim eu te chamo
Com você nos meus braços
E te digo baixinho
Meu amor, EU TE AMO!
Alex Rosier.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
AMIGO PANQUECA
Meu velho Panqueca
Que some e abandona os queridos
Agora que ganha dinheiro
Acha que ficou rico?
Só por tirar uns trocados
Acaba esquecendo os amigos!?
Só uma coisa eu te digo
Se me calo do que tenho aos bocados
Porque perguntas pouco
Sobre o que tens procurado
Se pareço estar longe
Saiba que é você que está, abençoado! rs
Agora a alegria te bate a porta
Com o retorno do apoio querido
Muito além do que um ombro amigo
Tens o amor de mãe de volta
Agradeça ao Alto pelo que vive agora
Pois toda esta alegria em sua volta
Surgiu por um instante em você
E lá no final, ao escurecer
A sua busca trouxe em boa hora
Pra perto de ti
O carinho materno
O apoio singelo
De um ser que te ama
Se achas que o apoio está dado
E o jogo virado, tenha certeza
Assim estar, pois tens ao seu lado
Amigos preocupados
Irmãos dedicados, a te auxiliar
Ajudando-o a conquistar
Novos caminhos e trilhas
E por mais complicados
Que possas imaginar
Saiba que sempre o amparo te será dado
Pois se caminha, e se tem buscado,
As respostas que procura
Surgirão como num estalo
E o caminho da luz
Lhe será propiciado.
Alex Rosier.
domingo, 30 de agosto de 2009
ANSIEDADE
Às vezes me vejo quieto,
Às vezes me sinto agitado
Tem horas que estou ansioso,
Outras mais calmo.
Os espaços pensantes
Transitam em mim
Pelo vazio intervalar,
Entre o estar aqui e agora
E o poder avistar
Promessas a serem cumpridas
Lugares a desbravar
Vontades suprimidas
Pelo medo de errar
Vivências interrompidas
Pelo medo de crescer.
O passado, o futuro e o presente
São como holofotes a acender,
Ininterruptamente,
Num turbilhão de luzes
Num contínuo ascender
Acelerando a minha mente,
Em um show de pensamentos
Que me trazem, ao mesmo tempo,
Conforto e tranqüilidade,
A prisão do medo
E o assédio da posteridade.
Que o medo me aprisiona, eu sei
Que o futuro me assedia, eu sinto,
Como sinto a cada instante,
Uma enorme carência: de disciplina.
Acho que esta caminha a passos largos dos meus
Está tão presente, se faz urgente,
Mas parece-me tão distante.
Assim lido com a ansiedade
Que se satisfaz e logo parte,
Vai e volta em suas visitas,
Se nutre dos meus medos
E estimula as minhas conquistas.
Alex Rosier.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
RECOMEÇO
Ô aperto bom que dá
Que dói quando está longe
E eu aqui a esperar
Tens um cheiro que me acaba
Só num abraço me desmancha
Um olhar que me desarma
E um sorriso que desbanca
Qualquer chance de escapar
Dos teus beijos, teu tocar
Que me enchem de esperança
Ao encontrar na tua presença
Uma firme confiança
De sentir mais uma vez
Esquecendo a solidez
Do pensar, delimitar
Sentimentos não exatos
Sensações que só se explicam
Ao deixar rolar os dados
Do sorrir, sentir, sonhar.
Alex Rosier.
A LUZ DA VERDADE
Obrigado Luz
Por eu ter mais consciência
Por ter mais paciência
E querer com vontade
Construir a humildade
Neste eu tão primário
Lembro-me como hoje
Nos meus tempos de Tua falta
Pedi que Tua luz em mim brotasse
Como se já desejasse
Supliquei por Tua bondade
Em apenas um dizer
Pai, mostra-me a verdade
Vem, me diz o que fazer
De imediata presteza
Me trouxeste a beleza
De poder contemplá-lo
Desde então com firmeza
Vislumbrando a certeza
De um dia que seja
De haver encontrá-lo
Só assim pude ver
Que o sentido de ser
É viver, é querer
É estar a buscá-lo.
Alex Rosier