Às vezes me vejo quieto,
Às vezes me sinto agitado
Tem horas que estou ansioso,
Outras mais calmo.
Os espaços pensantes
Transitam em mim
Pelo vazio intervalar,
Entre o estar aqui e agora
E o poder avistar
Promessas a serem cumpridas
Lugares a desbravar
Vontades suprimidas
Pelo medo de errar
Vivências interrompidas
Pelo medo de crescer.
O passado, o futuro e o presente
São como holofotes a acender,
Ininterruptamente,
Num turbilhão de luzes
Num contínuo ascender
Acelerando a minha mente,
Em um show de pensamentos
Que me trazem, ao mesmo tempo,
Conforto e tranqüilidade,
A prisão do medo
E o assédio da posteridade.
Que o medo me aprisiona, eu sei
Que o futuro me assedia, eu sinto,
Como sinto a cada instante,
Uma enorme carência: de disciplina.
Acho que esta caminha a passos largos dos meus
Está tão presente, se faz urgente,
Mas parece-me tão distante.
Assim lido com a ansiedade
Que se satisfaz e logo parte,
Vai e volta em suas visitas,
Se nutre dos meus medos
E estimula as minhas conquistas.
Alex Rosier.
Essa ansiedade que nos atormento o juízo, nos deixando loucos, que nos faz viver, outrora nos faz morrer...e nos faz pensar, e buscar essa tal disciplina que apesar de destinta ainda é timida. rsrs
ResponderExcluirFantástico. Essa representa um momento muito marcante que estou vivendo!
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