domingo, 30 de agosto de 2009

ANSIEDADE

Às vezes me vejo quieto,

Às vezes me sinto agitado

Tem horas que estou ansioso,

Outras mais calmo.

 

Os espaços pensantes

Transitam em mim

Pelo vazio intervalar,

Entre o estar aqui e agora

E o poder avistar

 

Promessas a serem cumpridas

Lugares a desbravar

Vontades suprimidas

Pelo medo de errar

Vivências interrompidas

Pelo medo de crescer.

 

O passado, o futuro e o presente

São como holofotes a acender,

Ininterruptamente,

Num turbilhão de luzes

Num contínuo ascender

Acelerando a minha mente,

Em um show de pensamentos

Que me trazem, ao mesmo tempo,

Conforto e tranqüilidade,

A prisão do medo

E o assédio da posteridade.

 

Que o medo me aprisiona, eu sei

Que o futuro me assedia, eu sinto,

Como sinto a cada instante,

Uma enorme carência: de disciplina.

Acho que esta caminha a passos largos dos meus

Está tão presente, se faz urgente,

Mas parece-me tão distante.

 

Assim lido com a ansiedade

Que se satisfaz e logo parte,

Vai e volta em suas visitas,

Se nutre dos meus medos

E estimula as minhas conquistas. 


Alex Rosier.

2 comentários:

  1. Essa ansiedade que nos atormento o juízo, nos deixando loucos, que nos faz viver, outrora nos faz morrer...e nos faz pensar, e buscar essa tal disciplina que apesar de destinta ainda é timida. rsrs

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  2. Fantástico. Essa representa um momento muito marcante que estou vivendo!

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